A reconstrução ecológica da agricultura
Carlos Armênio Khatounian
Carlos Armênio Khatounian
5“Quando a Floresta está nua, desprotegida, Mofokari, o ente solar, queima os igarapés e os rios. Ele os seca com sua língua de fogoe engole seus peixes. E quando seus pés se aproximam do chão da floresta, ele endurece e fica ardendo. Nada mais pode brotar nele. Não tem mais raízes e sementes na umidade do solo. As águas fogem para muito longe. Então, o vento que as seguia e nos refrescava como um abano se esconde também. Um calor escaldante paira em todos os lugares. As folhas e flores que ainda estão no chão ressecam e encolhem. Todas as minhocas da terra morrem. O perfume da floresta queima e desaparece. Nada mais cresce. A fertilidade da floresta vai para outras terras” (sabedoria ancestral indígena sobre a floresta e o clima, sabiamente expressa por Davi Kopenawa no prefácio do livroUrihi, a Terra-Floresta Yanomami)
Deserto - por Anônimo "A esperança de um grande final feliz machuca as pessoas. Ela serve de base para a dor que sentirão quando se desiludirem. Porque, honesta mente, quem de nós acredita num final feliz hoje em dia? Quantas foram consumidas pelo esforço que implica se reconciliar com a fé cega de mudar o mundo com a realidade que nos cerca? No entanto, apesar de nos desiludirmos – com a revolução global, com nossa capacidade de parar as mudanças climáticas – isto não deveria alterar nossa natureza anarquista nem o amor que sentimos pela natureza como anarquistas. Ainda assim existem muitas possibilidades para a liberdade e o selvagem. Quais são algumas dessas possibilidades e como podemos vivê-las? O que poderia significar ser anarquista, ecologista, quando a revolução global e a sustentabilidade socioecológica não são o objetivo principal? Que objetivos, que planos, que vidas, que aventuras permanecem quando deixamos de lado as ilusões e caminhamos pelo mundo já não padecendo a in capacitação gerada pela desilusão, mas sim livres de sua carga?
Deserto - por Anônimo "A esperança de um grande final feliz machuca as pessoas. Ela serve de base para a dor que sentirão quando se desiludirem. Porque, honesta mente, quem de nós acredita num final feliz hoje em dia? Quantas foram consumidas pelo esforço que implica se reconciliar com a fé cega de mudar o mundo com a realidade que nos cerca? No entanto, apesar de nos desiludirmos – com a revolução global, com nossa capacidade de parar as mudanças climáticas – isto não deveria alterar nossa natureza anarquista nem o amor que sentimos pela natureza como anarquistas. Ainda assim existem muitas possibilidades para a liberdade e o selvagem. Quais são algumas dessas possibilidades e como podemos vivê-las? O que poderia significar ser anarquista, ecologista, quando a revolução global e a sustentabilidade socioecológica não são o objetivo principal? Que objetivos, que planos, que vidas, que aventuras permanecem quando deixamos de lado as ilusões e caminhamos pelo mundo já não padecendo a in capacitação gerada pela desilusão, mas sim livres de sua carga?
em formato mascara-totem ‘archangeluz renouveautiq’, de la série « les dieux inachevées », in Archétextures, 2015.
poema núcleo qo’ontontiq, por Andereh, in Archécritures, novembro 2015.
núcleo qo’ontontiq, in Archétessitures, 2015.
‘archangeluz renouveautiq’, de la série « les dieux inachevées », in Archétextures, 2015.
Andereh, in Archécritures, novembro 2015.
Muda de Baobá com 1 ano de vida e mais de 1m de altura