Baobáxia

Baobáxia

na Rota dos Baobás

A ideia nasce do Baobá, árvore africana que vive milhares de anos e representa simbolicamente a memória coletiva do território. Baobáxia é a união dos baobás com as galáxias. Galáxias de memórias dos territórios comunitários, na Rota dos Baobás, no Caminho das Estrelas.

O que é a Baobáxia

A Baobáxia é uma tecnologia livre mocambola: software livre, licenciado sob GPLv3, feito pelo NPDD (Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento Digital) da Rede Mocambos, com participação principal da Casa de Cultura Tainã e do Mercado Sul.

É um acervo comunitário distribuído. Cada comunidade guarda seus próprios saberes (fotos, vídeos, artigos, eventos, coleções) do jeito dela, formando um território digital comunitário. O nome vem da mucua, o fruto do baobá que carrega as sementes: cada instalação da Baobáxia é uma mucua, um nó vivo que guarda e semeia saber pela rede.

Software livre sob licença GPLv3. Qualquer comunidade pode instalar, estudar, adaptar e compartilhar o código.

Quem faz

A Baobáxia nasce de um trabalho coletivo, tecido entre comunidades e organizações que já caminhavam juntas há tempos:

NPDD

NPDD (Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento Digital)

O núcleo da Rede Mocambos responsável pelo desenvolvimento da Baobáxia.

Rede Mocambos

Rede Mocambos

A rede de comunidades quilombolas, indígenas e tradicionais que dá origem e sustento a esse projeto.

Casa de Cultura Tainã

Casa de Cultura Tainã

Quilombo urbano em Campinas/SP, núcleo fundador da Rede Mocambos.

Mercado Sul

Ocupação Cultural Mercado Sul Vive

O Beco da Cultura de Portas Abertas, em Taguatinga/DF.

Como funciona

Cada comunidade instala sua própria mucua, geralmente um computador simples dedicado só a isso, no próprio território, formando um território digital comunitário. Ali guarda o que quiser: com internet direto, só localmente na rede da comunidade, por Tor (pra quem não pode expor um endereço público), ou até levando um pendrive de um lugar a outro.

A estrutura por dentro segue essa ordem, do mais amplo ao mais específico:

Galáxiasum agrupamento de mucuas que sincronizam entre si: a rede que uma comunidade (ou várias, juntas) decide formar.
Territórioso chão a que se pertence, dentro de uma galáxia. Pode reunir uma ou mais mucuas.
Mucuaso nó vivo: cada instalação da Baobáxia, guardando e sincronizando com as outras que escolher.
Sabereso conteúdo em si: qualquer coisa que uma comunidade queira guardar e compartilhar (mídia, artigo, evento, coleção, e outros tipos que a própria comunidade pode criar).

A sincronização entre mucuas usa git-annex por baixo dos panos, um sistema que lida bem com arquivos grandes e conexões instáveis, e que deixa cada mucua escolher o que baixar de verdade (ou só guardar a referência, sem gastar espaço com cópia local). O esquema abaixo mostra como as peças se conectam:

Esquema da infraestrutura da Baobáxia

Visão geral de como galáxias, territórios, mucuas e a sincronização entre elas se encaixam.

Baobáxia, na Rota dos Baobás. Software livre, feito por e para as comunidades.