Parte II — Germinar
02 · O menu de boot: a semente acorda
Germinar é escolher um caminho: a raiz desce, o broto sobe.
O menu
No PC, logo depois de ligar, aparece o menu de boot. Ele fica 5 segundos na tela; se ninguém escolher nada, segue pela primeira opção.

Mude de opção com as setas ↑ ↓ e confirme com Enter. As opções:
| Opção | Quando usar |
|---|---|
| Baobaxia GNU/Linux | o dia a dia: liga como está no baobaxia-rede.txt. |
| Advanced options… | só para quem cuida do sistema (ligar com outro kernel). |
| Baobaxia: criar a propria rede Wi-Fi (ponto de acesso) | a mucua cria a rede Baobaxia. É o jeito de um encontro sem internet nem roteador. |
| Baobaxia: entrar numa rede Wi-Fi (digitar nome e senha) | pede o nome e a senha de um Wi-Fi que já existe no lugar. |
| Baobaxia: automatico | o padrão: o Wi-Fi guardado e, sem ele, a própria rede. |
| Baobaxia: primeiro boot RECRIANDO uma mucua que ja existe | capítulo 04. Só aparece enquanto a mucua não fez o primeiro boot. |
| Instalar o Baobaxia no disco interno (apaga o disco) | capítulo 03. Só aparece na imagem gravada, não no disco já instalado. |
O que se escolhe aqui fica guardado: a escolha vai para o baobaxia-rede.txt e vale para os próximos boots também. Para voltar atrás, escolha outra opção num próximo boot, ou edite o arquivo.
Entrar num Wi-Fi pelo menu
Escolhendo entrar numa rede Wi-Fi, a tela pede o nome da rede e a senha:

Escreva exatamente como o Wi-Fi aparece no celular (maiúsculas e minúsculas contam) e aperte Enter depois de cada um. Rede aberta: só Enter na senha.
O teclado nessa tela é o americano (US): letras e números ficam no mesmo lugar, mas alguns símbolos mudam (como
/,?,;e:), e não háçnem acentos. A senha aparece na tela enquanto se digita.
Escolhida por essa opção, a mucua fica no modo cliente: só entra em redes, não cria a dela. Se ela não conseguir entrar (senha errada, Wi-Fi longe), ligue de novo e escolha a opção outra vez, com a senha certa — ou automatico, para ela criar a própria rede quando não achar o Wi-Fi.
A tela da mucua
Depois de uns instantes de mensagens, a tela mostra o endereço da mucua:

- Site:
http://baobaxia.locale o número (IP) da mucua na rede. Abra qualquer um dos dois num celular ou computador na mesma rede. - Rede: onde está o arquivo da rede, e o comando para ver como ela está.
- Admin: onde fica a senha de quem administra o site.
Para entrar na própria mucua (pelo teclado dela ou de longe, por SSH), o usuário é mucua e a senha inicial é baobaxia. No primeiro acesso ela pede para trocar.
O primeiro boot
Na primeira vez que a mucua liga pelo jeito normal, ela trabalha alguns minutos antes de ficar pronta. É o momento em que a semente vira árvore:
- ganha identidade própria (o UUID, as chaves);
- aumenta o sistema até ocupar o disco todo;
- instala o Baobáxia (o site, o acervo, a primeira galáxia);
- instala o certificado, liga o chat e guarda o app de chat — se vieram na imagem;
- escreve a senha de quem administra o site num arquivo.
As mensagens aparecem na tela enquanto isso. Em máquina lenta, pode passar de dez minutos. Não desligue no meio — se desligar, ela tenta de novo no próximo boot.
A senha do admin
No fim do primeiro boot, a partição BAOBAXIA do pendrive (ou do disco) ganha um arquivo baobaxia-credenciais.txt, com o usuário e a senha de quem administra o site. Para ler: desligue a mucua, plugue o pendrive em outro computador e abra o arquivo — ou, de dentro da mucua:
sudo cat /boot/efi/baobaxia-credenciais.txt
Anote num lugar seguro e apague o arquivo: quem tiver o pendrive na mão consegue ler.
E o Raspberry?
O Raspberry não tem esse menu: a rede se escolhe só pelo baobaxia-rede.txt (na partição bootfs). O primeiro boot, a tela com o endereço e a senha do admin funcionam igual.
