Parte I — A semente
00 · A semente: o que é a imagem
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A semente já traz a árvore inteira dentro. Só precisa de chão.
Um arquivo que vira mucua
A imagem é um arquivo com nome parecido com baobaxia-pc-20261023.img.xz. Dentro dele está um disco inteiro, já arrumado: o sistema (Debian), as peças de que o Baobáxia precisa e o próprio Baobáxia, esperando para ser instalado.
Ela não é "live", aquele tipo de pendrive que só serve para experimentar e esquece tudo ao desligar. Onde a imagem for gravada — um pendrive, um SSD, um HD — ali fica a mucua, de verdade: o que se guarda nela continua lá depois de desligar.
Existem dois tipos de imagem:
| Imagem | Para | Grava em |
|---|---|---|
PC (baobaxia-pc-…) | computador comum, mini-PC, notebook velho — liga tanto nos antigos (BIOS) quanto nos novos (UEFI) | pendrive, SSD, HD |
Raspberry (baobaxia-raspi-…) | Raspberry Pi 4 ou 5 | cartão SD ou SSD USB |
Quase tudo neste livro vale para as duas. O que é só do PC — o menu de boot com as opções, o instalador — está dito no capítulo.
Uma semente, muitas árvores
A mesma imagem pode ser gravada em quantas máquinas se quiser, e cada uma vira uma mucua diferente, com identidade própria. Isso acontece porque o Baobáxia não vem instalado de fábrica: ele se instala no primeiro boot, e é nessa hora que a mucua ganha o seu nome secreto (um UUID), as suas chaves e a senha de quem administra o site.
O que vem dentro
- o sistema e tudo de que ele precisa para funcionar sem internet;
- a rede pronta para três jeitos de trabalhar: pelo cabo, entrando num Wi-Fi que já existe, ou criando a própria rede Wi-Fi (capítulo 02);
- o endereço baobaxia.local, que funciona na rede local sem configurar nada;
- quando quem gerou a imagem quis:
- o certificado de um endereço como
local.baobaxia.net, para o site abrir com cadeado (https://); - o chat (XMPP), com as mesmas contas do site;
- o app de chat para Android, servido pela própria mucua.
O tamanho
A imagem do PC tem 3,5 GB depois de descompactada (o arquivo .xz tem bem menos). Cabe num pendrive ou cartão de 4 GB. No primeiro boot, o sistema cresce até ocupar o disco todo: num pendrive de 64 GB, a mucua fica com os 64 GB.
Um pendrive serve para experimentar e para um encontro curto. Para uma mucua que vai ficar anos guardando o acervo, um SSD é muito melhor: é mais rápido e aguenta melhor o vai e vem dos arquivos. O capítulo 03 mostra como passar a mucua do pendrive para o disco de dentro do computador.
Quem faz a imagem
Este livro começa com a imagem já pronta, na sua mão. Quem a gera (com o script fazer-imagem.sh, do pacote do Baobáxia) é quem cuida do código; o passo a passo está no imagem/LEIA-ME.md do repositório bbx-make-deb.
Cuidado: se a imagem leva o certificado, ela leva também a chave secreta dele. Passe a imagem de mão em mão entre quem vai montar as mucuas, mas não publique o arquivo na internet.
