Parte II — Plantar e cuidar

02 · Plantar um saber

Uma semente bem plantada: no lugar certo, com nome, e com alguém que sabe de onde ela veio.

Por onde começar

Há três portas para criar um saber:

  • ☰ → Criar saber, no menu;
  • o botão + nova mídia no Acervo (ou + novo artigo no Blog, + novo evento na Agenda);
  • pelo celular, mandando uma foto para o bot (capítulo 09).

O formulário de criar um saber

O formulário, de cima para baixo

Tipo (nature). Para fotos, vídeos, áudios e documentos, use mídia. Para texto, artigo (capítulo 03). Para encontros, evento (capítulo 05). A mucua pode ter outros tipos criados pela comunidade, com campos próprios.

Galáxia e mucua. Em qual acervo o saber entra. A mucua é sempre a sua — o saber nasce aqui e depois viaja.

Título. O nome do saber. Ao lado fica Escrevendo em: a língua em que você está escrevendo. Ela começa na língua do site; troque se for escrever noutra. Assim o Baobáxia sabe de que língua é o texto, e as traduções entram depois ao lado dele (capítulo 04).

Detalhes adicionais. Abre a descrição (algumas linhas: quem, onde, quando, por quê), a licença e aparece em — em quais apps o saber aparece (acervo, blog, agenda, mapa). O padrão vem do tipo.

Tags. Etiquetas para achar depois. Comece a escrever e o Baobáxia sugere as que a comunidade já usa.

Território. A que lugar o saber pertence (opcional).

Localização. Marque a caixa e escolha o ponto no mapa: o saber aparece no app Mapa.

Proteção. Quem pode ler:

  • Público — todo mundo que acessa a mucua;
  • Restrito — só as pessoas e os grupos que você escolher como leitores (mais quem publicou e quem administra);
  • Cifrado — restrito, e o conteúdo é guardado criptografado: só os leitores conseguem abrir, mesmo que alguém copie os arquivos.

Visibilidade. Quem vê o saber listado: público (qualquer pessoa), rede (só quem tem conta), só esta mucua ou privado (só quem criou e os pajés da mucua). Dá para mudar depois no editor; um saber privado mostra na página o aviso Publicar.

Arquivos. Clique em escolher arquivos… (ou arraste os arquivos para cima do botão). Pode escolher mais de uma vez: eles se somam à lista. Antes de criar, dá para ordenar — pela alça ⠿ ou pelas setas ↑ ↓ — e tirar um arquivo com o ✕. O primeiro vira a capa. Os arquivos só sobem quando você clica em Criar saber (um aviso amarelo lembra disso). Para cada arquivo aparece:

  • uma legenda (opcional) — uma frase sobre aquela foto ou aquele trecho;
  • em vídeo e áudio, transcrever — pede à rede que uma mucua com transcrição automática escute a fala e faça a legenda;
  • em imagem de documento, reconhecer texto (OCR) — pede que uma mucua com OCR leia o texto da imagem.

Esses pedidos viajam pela rede: uma mucua que tem a ferramenta faz na próxima rodada (uns 20 minutos, se ela estiver ligada) e o resultado volta como anexo. A sua mucua não precisa ter nada instalado.

Transcrição e texto automáticos (opcional) — a língua do áudio e um vocabulário (nomes de pessoas, lugares, cantigas: "Mestre Pastinha, Itapuã, ladainha"). Ajuda muito a máquina a acertar.

Clique em Criar saber. Os arquivos sobem com uma barra de progresso; arquivos muito grandes recebem um aviso antes.

Editar

Na página do saber, Editar. O editor tem os mesmos campos e mais:

  • ordene os arquivos pela alça ⠿ ou pelas setas ↑ ↓ (o primeiro é a capa) — os novos, marcados "novo · sobe ao salvar", entram na mesma lista e podem ir para qualquer posição, até a de capa;
  • em metadados do arquivo, veja o que a câmera ou o gravador escreveu dentro dele (título, autoria, data, local por GPS, palavras-chave) e use no saber com um clique;
  • adicione ou tire arquivos;
  • revise e corrija as legendas automáticas — o que você corrigir a máquina não sobrescreve mais;
  • as abas de idioma do título, da descrição e do texto (capítulo 04);
  • copiar ou mover o saber para outra galáxia.

Cada salvamento fica no Histórico: dá para ver o que mudou e voltar atrás.

Quem pode editar

Quem publicou edita o próprio saber. Também podem: as pessoas e os grupos postos como editores do saber, quem cuida da mucua (PAJÉ) e quem administra a galáxia (OXALÁ). O capítulo 07 conta mais.

Levar os dados junto

Na página do saber, ao lado do ↓ de cada foto, áudio, vídeo ou PDF, há ↓ com dados: baixa o arquivo com o título, a legenda, a autoria, a licença, as tags, o local e o link do saber gravados dentro dele — assim, quando a foto circular fora do Baobáxia, leva consigo de onde veio. A data e a autoria que a câmera já tinha gravado são mantidas. O arquivo guardado na mucua não muda: é uma cópia feita na hora.

Apagar

No editor, no fim da página. Se o saber está em mais de uma galáxia, o Baobáxia pergunta de qual apagar — ou de todas. O arquivo pesado não some na hora do disco (a rede ainda pode precisar dele); quem cuida da mucua libera o espaço depois.

Para conversar na roda

  • Antes de publicar a foto de alguém: a pessoa sabe? Quer aparecer? Quer o nome na legenda?
  • Que vocabulário a comunidade poria na transcrição para a máquina acertar os nomes daqui?

vedi questo capitolo come sapere